Cléber Monteiro, ex-diretor da Polícia Civil, confirma prisões de arapongas e diz que saída do governo foi por decepção com Arruda.


Ex-diretor da Polícia Civil confirma prisão de arapongas

Cléber Monteiro admite que arapongas tentavam grampear deputados da oposição na Câmara Legislativa, como adiantou, com exclusividade, o Congresso em Foco
Mário Coelho

Recém exonerado do cargo, o ex-diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Cléber Monteiro, confirmou na tarde deste sábado (6) a prisão de três arapongas na Câmara Legislativa. Eles foram detidos por policiais da Divisão de Combate ao Crime Organizado (DECO) enquanto tentavam instalar aparelhos de escuta ambiental próximos aos gabinetes de parlamentares de oposição. Como adiantou o Congresso em Foco, a prisão do trio deixou a corporação em crise, culminando na saída de Monteiro da direção geral da polícia.

Em entrevista à TV Globo, Monteiro confirmou toda a ação dos policiais da DECO. Disse que eles foram presos, prestaram depoimentos e depois acabaram liberados. Ele disse que saiu da Polícia Civil por se sentir incomodado com tudo que "está saindo" de denúncias contra o governador do DF, José Roberto Arruda, membros do Executivo e do Legislativo. "Há muito tempo queria sair, a Polícia Civil está sofrendo desgaste", afirmou Monteiro na tarde de hoje.

Procurada pelo site, a Divisão de Comunicação da Polícia Civil afirmou que não ocorreram prisões nem investigações sobre grampos ilegais na Câmara Legislativa. Monteiro disse que somente dois policiais civis foram presos. Porém, houve mais uma detenção, de acordo com pessoas ouvidas pela reportagem. Um ex-assessor especial do GDF também estava envolvido na instalação dos grampos ilegais.
CONGRESSO EM FOCO

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