Secretário confirma que Arruda e Sombra conversaram
De Jailton de Carvalho, de O Globo:
O secretário de Comunicação do Distrito Federal, Weligton Moraes, confirmou nesta sexta-feira que o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) teve mesmo uma conversa por telefone com Edimilson Edson dos Santos, o Sombra, no começo de janeiro, quando estavam em curso as manobras para o suposto suborno do jornalista por R$ 3 milhões.
Depois do ex-secretário Durval Barbosa, dono dos devastadores vídeos contra Arruda , Sombra é a mais importante testemunha da Operação Caixa de Pandora, investigação da Polícia Federal na qual Arruda é o alvo central .
Na quinta-feira, Sombra foi filmado, com sua autorização, pela PF recebendo R$ 200 mil do funcionário do metrô Antônio Bento, numa lanchonete em Brasília.
A polícia prendeu Antônio Bento e apreendeu o dinheiro, que seria a primeira parcela do suborno destinado a inocentar Arruda nas investigações da PF e do Ministério Público Federal.
Em depoimento à PF , depois da prisão de Antônio Bento, Sombra disse que, pelo suborno, deveria acusar Durval de montar os vídeos para criar uma farsa política e prejudicar Arruda.
O jornalista sustenta que as negociações tiveram três emissários de Arruda: o deputado Geraldo Naves (DEM), Antônio Bento, o pagador da primeira parcela, e o próprio Weligton Moraes.
Os entendimentos iniciais estavam a cargo do deputado Geraldo Naves (DEM). Mas, por desconfiança, Sombra diz que pediu a Arruda a substituição de Naves por Moraes, com quem tem maior intimidade.
Numa demonstração de franqueza, que pode complicar ainda mais a situação de Arruda, Moraes diz que, de fato, colocou Sombra em contato com o governador.
Sombra e Moraes marcaram um encontro numa sala de um shopping. Durante a reunião, Moraes recebeu o retorno de uma ligação a Arruda e repassou o telefone a Sombra.
O governador e a testemunha conversaram. Moraes diz que saiu da sala e, quando retornou, escutou Sombra dizer que o queria como interlocutor.
- Liguei para o Arruda, botei ele (Sombra) no telefone e saí da sala. Só ouvi ele dizer: quero o Weligton como interlocutor - disse o secretário ao GLOBO.
É a primeira vez que um auxiliar de Arruda confirma contato do governador com uma das testemunhas-chave do mensalão.
Em nota divulgada na quinta-feira, a assessoria do governador sustenta que o suborno era mais uma armação.
Para reforçar as acusações, Sombra entregou cópias de três DVDs, uma carta e um bilhete manuscrito no qual estariam registradas manobras para comprar seu depoimento e interferir nas investigações.
De Jailton de Carvalho, de O Globo:
O secretário de Comunicação do Distrito Federal, Weligton Moraes, confirmou nesta sexta-feira que o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) teve mesmo uma conversa por telefone com Edimilson Edson dos Santos, o Sombra, no começo de janeiro, quando estavam em curso as manobras para o suposto suborno do jornalista por R$ 3 milhões.
Depois do ex-secretário Durval Barbosa, dono dos devastadores vídeos contra Arruda , Sombra é a mais importante testemunha da Operação Caixa de Pandora, investigação da Polícia Federal na qual Arruda é o alvo central .
Na quinta-feira, Sombra foi filmado, com sua autorização, pela PF recebendo R$ 200 mil do funcionário do metrô Antônio Bento, numa lanchonete em Brasília.
A polícia prendeu Antônio Bento e apreendeu o dinheiro, que seria a primeira parcela do suborno destinado a inocentar Arruda nas investigações da PF e do Ministério Público Federal.
Em depoimento à PF , depois da prisão de Antônio Bento, Sombra disse que, pelo suborno, deveria acusar Durval de montar os vídeos para criar uma farsa política e prejudicar Arruda.
O jornalista sustenta que as negociações tiveram três emissários de Arruda: o deputado Geraldo Naves (DEM), Antônio Bento, o pagador da primeira parcela, e o próprio Weligton Moraes.
Os entendimentos iniciais estavam a cargo do deputado Geraldo Naves (DEM). Mas, por desconfiança, Sombra diz que pediu a Arruda a substituição de Naves por Moraes, com quem tem maior intimidade.
Numa demonstração de franqueza, que pode complicar ainda mais a situação de Arruda, Moraes diz que, de fato, colocou Sombra em contato com o governador.
Sombra e Moraes marcaram um encontro numa sala de um shopping. Durante a reunião, Moraes recebeu o retorno de uma ligação a Arruda e repassou o telefone a Sombra.
O governador e a testemunha conversaram. Moraes diz que saiu da sala e, quando retornou, escutou Sombra dizer que o queria como interlocutor.
- Liguei para o Arruda, botei ele (Sombra) no telefone e saí da sala. Só ouvi ele dizer: quero o Weligton como interlocutor - disse o secretário ao GLOBO.
É a primeira vez que um auxiliar de Arruda confirma contato do governador com uma das testemunhas-chave do mensalão.
Em nota divulgada na quinta-feira, a assessoria do governador sustenta que o suborno era mais uma armação.
Para reforçar as acusações, Sombra entregou cópias de três DVDs, uma carta e um bilhete manuscrito no qual estariam registradas manobras para comprar seu depoimento e interferir nas investigações.
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