Em entrevista aos leitores do Blog da Paola, Roriz promete expansão do Metrô até Águas Lindas e a criação da Cidade da Saúde.


“Não pretendo errar”
em 01/08/2010 às 12:24

Neste domingo (1) temos mais uma das entrevistas que os leitores do blog estão fazendo com os candidatos ao GDF. Dessa vez, o sabatinado foi o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), da Coligação Esperança Renovada. À frente na disputa, segundo as pesquisas de intenção de voto, Roriz promete um governo mais moderno e dedicado a gerar empregos na capital. Mas não abandona o perfil que o marcou nos quatro governos que teve à frente do DF: “Se ajudar aos pobres é ser populista, sou populista, sim, e não me envergonho”, afirma. Confira entrevista a seguir:

1 - Apos o escândalo do “Mensalão do DEM”, o brasiliense sofreu um baque em sua auto-estima. O senhor vai adotar alguma medida para proteger o uso do dinheiro público? E pretende aproveitar, em seu governo, pessoas que tenham trabalhado no governo José Roberto Arruda?

(Pergunta dos leitores Rafael Moraes e Ivonete Santos)

Joaquim Roriz - Sem dúvida Brasília sofreu um grande baque em sua auto-estima. E pretendo resgatar o orgulho de sermos brasilienses por nascimento ou opção. Não podemos responsabilizar uma cidade, toda a sua população, por erros cometidos por alguns. Pretendo, na minha gestão, dar transparência a todas as ações de governo, às licitações, concorrências, para que a população, através da internet, tenha conhecimento do que estamos fazendo e como estamos fazendo. Farei um governo voltado para o desenvolvimento do Distrito Federal com pessoas capazes, competentes e honradas. Hoje eu conheço mais as pessoas. Não pretendo errar.

2 - Caso sua candidatura seja impugnada pela lei da Ficha Limpa, quem será o candidato ao GDF em sua coligação?

(Pergunta do leitor Gustavo Chauvet)

Roriz - Não cogito dessa hipótese! Confio na Justiça do meu país! Tenho convicção que a Constituição será respeitada, que a lei não pode retroagir para punir. Sou candidato e irei, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal para garantir não só meu direito de cidadão como o da população escolher o governador de sua preferência.

3 - Sabe-se que programas como Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde são importantes para desafogar as emergências dos hospitais públicos. O senhor pretende investir nesse tipo de programa? Quais serão suas medidas imediatas para resolver o caos instalado na Saúde?

(Pergunta do leitor Fábio Campello)

Roriz - A Saúde precisa de uma atenção especial, terá toda prioridade. Costumo dizer que governar é definir prioridades, ouvindo o povo. E, hoje, o povo quer saúde. Convidei o médico Jofran Frejat, um homem experiente, cinco vezes deputado federal e secretário de Saúde, para comandar uma verdadeira revolução que farei no setor. De imediato, recuperar todo o sistema de saúde. Contratar mais médicos, mais enfermeiros, mais pessoal de apoio. Repor no menor prazo possível o estoque de medicamentos, para que não falte remédios para a população. Construir novos hospitais, colocar postos de saúde funcionando 24 horas. Não faltarão recursos para a Saúde. Nem determinação política para resolver os graves problemas que existem.

4 - Quais providências serão tomadas em seu governo para melhorar o sistema viário e de transporte público e acabar com os engarrafamentos na cidade? As vans voltarão?

(Pergunta dos leitores José Pedro Silva e Gustavo Chauvet)

Roriz - O transporte público é outro problema grave no Distrito Federal e que precisa de uma solução urgente. Estou impressionado com a quantidade de carros que diariamente são emplacados em Brasília. São mais de quatrocentos por dia! Temos que ter um sistema público mais eficiente, que seja totalmente integrado: metrô, ônibus, táxis, transporte alternativo. Há espaço para todos estes e é necessária a participação de todos e a integração deles. Precisamos gerar mais empregos no setor de transportes. Para reduzir o engarrafamento estou propondo a construção de um estacionamento subterrâneo, uma verdadeira cidade subterrânea na Esplanada dos Ministérios. Precisamos ousar para resolver os problemas do trânsito.

5 - Há em seu programa de governo algum projeto para ciclovias?

(Pergunta do leitor Daniel Mafra)

Roriz - Claro que sim. Em meus governos anteriores procurei dar atenção especial aos pedestres e aos ciclistas, construindo espaços próprios para eles, em diversas cidades. Pretendo rever e melhorar a situação das atuais ciclovias, construir novas, ouvindo as sugestões dos ciclistas e suas entidades sobre os melhores locais para isso.

6 - O senhor vai melhorar e ampliar o serviço do metrô?

(Pergunta dos leitores Ivoneide Freire Marinho e Daniel Mafra)

Roriz - Essa é uma pergunta que me dá a oportunidade de lembrar que fui duramente criticado – inclusive pelos meus atuais opositores - por ter construído o metrô e levá-lo até a Ceilândia. Quantas críticas! Mas isso é passado. No meu governo vou estender o metrô a todas as cidades e ao fim da Asa Norte. E mais: quero estender a linha da Ceilândia até Águas Lindas, porque isso é possível. Enfim, vou melhorá-lo e ampliá-lo. O metrô é fundamental para a população ter um bom transporte coletivo.

7 - Há uma crise no passe estudantil no DF, que vem prejudicando milhares de estudantes. Como o senhor pretende solucionar a questão do transporte mais barato para os estudantes se o senhor for eleito?

(Pergunta do leitor Fabrício Prado)

Roriz - Tenho acompanhado toda essa polêmica em torno do passe livre. É um assunto muito complexo, mas penso que os estudantes, aqueles carentes, pobres, precisam de um apoio para andar de ônibus para ir estudar. Sou a favor do passe livre, mas é preciso haver um controle rigoroso para não haver abusos.

8 - Se o senhor for eleito outra vez, como será a sua relação com os professores e quais serão as medidas prioritárias para a Educação? Haverá investimento na formação e valorização do profissional e também na melhoria das escolas? Haverá convocação de novos servidores aprovados em concurso?

(Pergunta dos leitores Cleber Ribeiro Soares e Francinaldo Justino da Silva)

Roriz - Em todos os meus governos anteriores sempre respeitei o trabalho dos professores e sempre procurei lhes dar as melhores condições de trabalho e de salários. Sempre tivemos uma relação respeitosa e vou manter isso. Fomos pioneiros, no Brasil, em apoiar a formação profissional dos professores, criando condições para que pudessem fazer cursos de aperfeiçoamento de qualificação de nível superior. Podemos e vamos aperfeiçoar esses mecanismos. E é claro que vamos investir não só na construção de novas escolas como também na recuperação daqueles que estão em péssimas condições.

Professores e alunos precisam estar em escolas seguras. Sem dúvida, uma das ações para melhorar ainda mais a qualidade do ensino público de Brasília é realizar a convocação de concursados e a realização de novos concursos para a contratação de novos professores e de trabalhadores da educação.

9 – Quais serão suas medidas quanto a novas ocupações irregulares no Distrito Federal? E as ocupações já existentes, o senhor pretende regularizá-las?

(Pergunta dos leitores Rafael Moraes, Gustavo Chauvet e Otávio Pereira)

Roriz – Em relação às novas ocupações irregulares no Distrito Federal vamos fazer uma análise detalhada da situação e agir rigorosamente dentro da lei, sabendo que essa questão é eminentemente social. Todo mundo deseja ter a sua casa própria, ter um lugar para si e sua família, com dignidade. Em relação às ocupações já existentes vamos trabalhar com o objetivo de regularizá-las sempre dentro da lei, como, aliás, comecei a fazer no meu último governo, realizando os primeiros entendimentos com o governo federal para encontrar uma solução legal, que não prejudicasse aqueles que investiram toda uma vida para ter sua casa.

10 - Qual a sua proposta de inovações para Cultura, visto que, até o presente momento, a política adotada para este setor tem sido a de financiamento de produções e promoção de eventos comemorativos?

(Pergunta do leitor Vanderson Maciel)

Roriz - Na área cultural pretendo incentivar a produção artística local, as iniciativas culturais de Brasília, na música, no teatro. Mas também pretendo trazer para Brasília os grandes shows nacionais e internacionais, colocar Brasília no roteiro mundial de espetáculos. Pretendo criar grandes centros comerciais, shoppings, nas cidades para que sejam criados espaços novos de lazer e de diversão. É inaceitável que cidades como Ceilândia, Gama e Samambaia, por exemplo, não tenham cinemas! Vamos mudar isso.

11 - A lei que destina um percentual de nomeações de funções comissionadas para ser exercidas, exclusivamente, por servidores de carreira no Governo, até hoje, não foi cumprida pelos governantes. O senhor vai se comprometer a respeitar este limite ou vai adotar a recorrente prática de inchar o governo com cargos comissionados?

(Pergunta dos leitores Francisco Nascimento e Vanderson Macie

Roriz - Sempre cumpri a legislação do meu país e do Distrito Federal. Inclusive, independentemente das cotas e dos critérios legais, aproveitei, nos cargos de governo, milhares de servidores concursados em lugares importantes, como secretários de Estado, presidentes de estatais. Sou contra inchar a máquina do Estado, que deve ser do tamanho das necessidades da população.

12 - Embora tenha mais de 150 anos, Planaltina é uma das cidades mais esquecidas do Distrito Federal. No bairro onde moro, que leva seu sobrenome, o Jardim Roriz, o índice de violência é enorme, principalmente entre os jovens. O senhor tem alguma proposta para melhorar esta situação?

(Pergunta do leitor Rodrigo Otávio)

Roriz - Planaltina é uma cidade que tem as raízes do Planalto Central. É a uma das mais antigas do Distrito Federal, ao lado de Brazlândia. Sua gente, seu povo, tem tradições. Merece atenção especial dos governantes e no meu governo terá. Eleito governador, combaterei a violência que atinge principalmente os jovens, que hoje não tem alternativas de emprego, de trabalho. Vamos ter um programa de atendimento aos jovens em Planaltina oferecendo alternativas de trabalho, lazer, de esporte.

13 – A secretaria de Ciência e Tecnologia fez um projeto de internet sem fio, gratuita para o DF, o Brasília Digital. O que o senhor pensa sobre o assunto e, se eleito, continuará com o projeto?

(Pergunta dos leitores Bruno Santos e Patrícia Fischer)

Roriz - Tenho acompanhado de perto a evolução da internet. Fico impressionado de ver, por exemplo, uma entrevista dada por telefone ser colocada na internet e todo lerem em questões de minutos. Tudo é muito rápido e não vejo futuro se Brasília não implantar, desde já, um programa gratuito de internet semelhante ao do Brasília Digital. O importante é fazer com que todos, principalmente os jovens, possam ter acesso a internet, que é modernidade, que é futuro.

14 - Quais são suas perspectivas para os próximos 50 anos da Capital da República? Como fazer para melhorar a vida dos mais pobres, em uma cidade em que a distribuição de renda é uma das mais desiguais do país? O senhor pretende manter as políticas de assistencialismo e paternalismo que adotou no passado?

(Pergunta dos leitores Rafael Moraes, Augusto Rubens e Betânia Oliveira)

Roriz - Essa também é uma boa pergunta. Me faz lembrar os tempos em que, jovem, cavalgava pelo cerrado do que seria a futura Brasília, nas terras do meu pai. Juscelino veio e mudou tudo. Com vontade política, com determinação criou a capital da Esperança, trazendo brasileiros de todos os cantos. Então, depois de 50 anos, o sonho virou realidade!

Juscelino pensou grande, pensou como estadista. Nós também temos a obrigação de olhar pra frente, pensar grande, pensar Brasília para os próximos 50 anos. Construir um aeroporto internacional de cargas, levar o metrô para Águas Lindas, fazer a Cidade da Saúde. Isso tudo gera emprego, cria trabalho, diminui a desigualdade de renda. É preciso diminuir essa enorme diferença de salários altos e baixos. Vou lutar para que isso aconteça, a diminuição da diferença.

Se apoiar o pobre, de dar garantia de uma moradia, de garantir o mínimo – vejam estou falando de dar o mínimo – para a pessoa sobreviver é paternalismo, é populismo, então eu sou paternalista, sou populista e não me envergonho. Até porque esse governo federal que está aí copiou inúmeros programas sociais que começaram aqui em Brasília.

15 – Qual sua política para o carnaval de Brasília? O sambódromo vai sair do papel? Haverá incentivos a blocos e escolas?

(Pergunta do leitor Thiago Rodrigues)

Roriz - Sempre incentivei o carnaval brasiliense. No último governo pedimos ao Oscar Niemeyer o projeto do Sambódromo e pretendo sim começar a sua construção no próximo governo, o que criará mais um espaço de lazer e de trabalho para milhares de pessoas. É claro que os blocos e escolas de samba receberão o apoio necessário para alegrar os brasilienses no carnaval.

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1 comentários:

Unknown disse...

Roriz, estou com você, agora e sempre. A sociedade sabe, acompanha, sua luta, e com "CERTERZA", Vê que A SAÍDA, A ENTRADA, PARA SER FELIZ! UM PASSADO QUE VAI ALÉM DAS MONTANHAS, DEVE SER RELEMBRADO, COMO FOSSE UMA FAMÍLIA! E É O QUE VOCÊ É! FAÇA-SE PRESENTE, SEMPRE, POIS TÊM A QUEM TE ACOLHE!

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