Estratégia corporativa de distritais
em 10/02/2010 às 21:34
Alguns deputados distritais da base do governo estão com uma estratégia pronta para se livrarem da crise instaurada na Câmara Legislativa desde a revelação das denúncias da Operação Caixa de Pandora. Planejam fazer uma reunião da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Casa nesta sexta-feira (12) para apreciar em bloco os processos por quebra de decoro dos oito parlamentares citados no inquérito do Superior Tribunal de Justiça. A intenção é absolvê-los todos, com o argumento de que sequer foram indiciados pela Polícia Federal.
Uma vez absolvidos pelos colegas, os distritais perderiam parte da pecha de “suspeição” que paira hoje sobre suas cabeças. E estariam prontos para dar andamento aos processos contra o governador José Roberto Arruda. Até porque, depois de arquivar os processos por quebra de decoro, a Câmara seria obrigada a apresentar alguma resposta à opinião pública. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se reuniria então depois do carnaval e aprovaria o pedido de impeachment do governador.
A proposta serviria não apenas para acabar com metade das divergências internas na Casa - uma vez que ninguém quer mais colocar o mandato a prêmio na defesa do governador e do governo -, mas também para tirar de cima dos oito governistas citadas nas denúncias a ameaça constante de cassação por conta do processo na Comissão de Ética. Em paz, eles poderiam seguir em frente com os trabalhos na Casa.
Toda a estratégia, porém, esbarra em dois problemas. O primeiro é que a Comissão de Ética continua com uma vaga aberta, que era ocupada pelo democrata Geraldo Naves e ainda não foi preenchida. E o segundo é que para que a Comissão de Ética possa se reunir, o ato de convocação tem de ser publicado 24 horas antes. O documento já estaria pronto, nas mãos do presidente Wilson Lima. Mas, no cenário atual da crise, 24 horas é tempo suficiente para que tudo possa mudar.
em 10/02/2010 às 21:34
Alguns deputados distritais da base do governo estão com uma estratégia pronta para se livrarem da crise instaurada na Câmara Legislativa desde a revelação das denúncias da Operação Caixa de Pandora. Planejam fazer uma reunião da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Casa nesta sexta-feira (12) para apreciar em bloco os processos por quebra de decoro dos oito parlamentares citados no inquérito do Superior Tribunal de Justiça. A intenção é absolvê-los todos, com o argumento de que sequer foram indiciados pela Polícia Federal.
Uma vez absolvidos pelos colegas, os distritais perderiam parte da pecha de “suspeição” que paira hoje sobre suas cabeças. E estariam prontos para dar andamento aos processos contra o governador José Roberto Arruda. Até porque, depois de arquivar os processos por quebra de decoro, a Câmara seria obrigada a apresentar alguma resposta à opinião pública. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se reuniria então depois do carnaval e aprovaria o pedido de impeachment do governador.
A proposta serviria não apenas para acabar com metade das divergências internas na Casa - uma vez que ninguém quer mais colocar o mandato a prêmio na defesa do governador e do governo -, mas também para tirar de cima dos oito governistas citadas nas denúncias a ameaça constante de cassação por conta do processo na Comissão de Ética. Em paz, eles poderiam seguir em frente com os trabalhos na Casa.
Toda a estratégia, porém, esbarra em dois problemas. O primeiro é que a Comissão de Ética continua com uma vaga aberta, que era ocupada pelo democrata Geraldo Naves e ainda não foi preenchida. E o segundo é que para que a Comissão de Ética possa se reunir, o ato de convocação tem de ser publicado 24 horas antes. O documento já estaria pronto, nas mãos do presidente Wilson Lima. Mas, no cenário atual da crise, 24 horas é tempo suficiente para que tudo possa mudar.
BLOG DA PAOLA LIMA


0 comentários:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.