Primeiras palavras de PO como governador não convencem.


'Sei do risco que estou assumindo’
O governador em exercício do DF, Paulo Octávio (DEM), lamenta o fato de o DEM ter retirado o apoio à sua gestão e avisa que sua estratégia é fazer um governo suprapartidário. Perguntado sobre seu envolvimento no escândalo, é lacônico: "Tenho a minha consciência tranquila".

De Gerson Camarotti:

O DEM pediu que todos os filiados deixem o governo. O senhor se sente isolado pelo partido?

PAULO OCTÁVIO: Exatamente no momento em que assumo o governo, vêm essas duas dificuldades: a posição do DEM e o pedido de intervenção federal. Uma triste coincidência. Este é o momento mais crítico. Tenho que ter coragem de enfrentar esse desafio e mostrar que esse governo será suprapartidário.

O senhor considera que tem condições de governar o Distrito Federal neste cenário político deteriorado?

PAULO OCTÁVIO: Não vejo alternativa. Tenho responsabilidade com a cidade. Estou dando provas de despreendimento para buscar a governabilidade: abri mão de ser candidato a qualquer cargo em 2010 e me licenciei das minhas funções no DEM. Isso foi para sinalizar que a minha vontade é só pela governabilidade. Esse é o desafio que tenho.

O senhor pediu uma audiência com o presidente Lula. O que deseja falar com ele?

PAULO OCTÁVIO: Vou falar para ele que desejo ser um facilitador. E devo realçar as questões mais graves de Brasília.

O senhor teme ser atingido pelo acervo de denúncias do ex-secretário Durval Barbosa?

PAULO OCTÁVIO: Estou com a minha consciência tranquila.

O senhor teme que sua presença no governo, neste momento de tanta polêmica, possa prejudicar seus negócios?

PAULO OCTÁVIO: Eu sei que vou ser muito atacado. Sempre que não conseguem me atingir politicamente, atacam as minhas empresas. Tenho 16 empresas e 5 mil funcionários. Sei do risco que estou assumindo. Mas tenho que ter o senso de responsabilidade. Estou num momento em que não tenho alternativa. Abri mão de tudo para assumir o governo. A decisão do fico foi um senso de responsabilidade. Quero ser um facilitador.

Há possibilidade concreta de intervenção no DF por parte do STF?

PAULO OCTÁVIO: Confio na decisão do STF e na isenção dos juízes. Não acredito que eles julguem uma coisa tão importante com precipitação.
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